segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

A IRMÃ AUTORITÁRIA - PARTE 3


Vou relembrar algumas passagens neste post que não relatei nos capítulos anteriores, eu e esta irmã tínhamos um costume que eu adorava, chamávamos de ``troca-troca´´, eu pegava as roupas que não queria mais, ela pegava as delas e trocávamos conforme nossos interesses, mas segundo avaliação dela cada duas ou três peças das minhas valiam apenas uma dela, mas apesar disso eu não me importava, afinal eram roupas que eu não queria mais mesmo, essa pratica durou por boa parte de nossas vidas.
Pouco antes dela casar eu comprei numa famosa loja de modas popular um blazer feminino estilo marinheiro azul marinho com brasão da marinha, uma peça coringa que combinava com saias vestidos e calças compridas,  e logo ela o pediu emprestado para levar na viajem de lua de mel, quando retornou ela simplesmente o jogou dentro do meu armário de roupas, eu peguei, lavei, passei e o pendurei no meu armário.
Passado alguns dias fui pegar o blazer e a peça não estava mais no meu armário,  perguntei para a minha minha mãe...
- mãe, alguém mexeu no meu armário de roupas?
- a Soni passou por aqui e levou um casaquinho seu...
Alguns dias depois ela o devolveu sem ter o cuidado de lavar e passar do jeito que o encontrou, ela simplesmente o jogou dentro do meu armário junto as roupas limpas! novamente lavei passei e pendurei no cabide.
Eu não gostei, mas resolvi deixar para la, só que quando resolvi usar a peça não estava mais no meu armário! e assim foi por umas quatro ou cinco vezes, por fim peguei o blazer que nem cheguei a usar e acabei dando para ela.
Voltando mais no passado, acho que entre os dez a doze anos minha mãe deu uma parte do armário
dela para que eu e a Soni guardássemos nossas roupas, era apenas uma parte com varão, eu fiquei
muito feliz e logo pendurei algumas peças minhas, a Soni fez o mesmo, mas sem esmero algum, de qualquer jeito, então eu arrumei tudo, separando metade do compartimento para mim e metade para ela, eu arrumava os cabides pelo comprimento das roupas tanto as minhas como as delas, dos trajes mais compridos para os mais curtos, mas quando ela ia pegar alguma peça ela simplesmente empurrava todos os cabides de um lado só bagunçando toda a minha arrumação, eu ia la e arrumava tudo novamente e ela bagunçava tudo novamente e novamente, ate que um dia eu falei com ela, ela não gostou e falou que o armário era dela que a mãe tinha dado para ela e se eu não gostasse que procurasse outro lugar para guardar minhas roupas.
Reclamei com meu pai, então ele esvaziou um lado do armário dele e deu pra mim com chave e tudo! era só um pequeno espaço com um varão para cabides e três gavetas pequenas, mas foi o máximo para mim, arrumei tudo com muito carinho, agora eu tinha um espaço só meu e com chave, era como se fosse a minha casinha que eu cuidei com muito carinho. 

(continua no próximo post)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

A IRMÃ AUTORITÁRIA - PARTE 2

A Soni começou a se desentender com o meu sobrinho por causa da Ane depois dela ser diagnosticada com Alzheimer, ela implicava com tudo achando que o menino não estava agindo corretamente com a mãe, ele chorou para mim diversas vezes, mas eu não queria me desentender com nenhum dos dois e achei melhor ficar neutra (encima do muro) e esse foi o meu grande erro. 
Ela queria que o sobrinho fizesse isso ou aquilo do jeito que ela mandava, mas ele com o gênio forte que tem fazia as coisas como achava melhor, e foi assim que começou o desentendimento que chegou a tal ponto que ele acabou contratando uma cuidadora de idosos e bloqueou o telefone para a família, mas a Soni procurou assistente social e foi acertado que aos sábados teríamos direito as visitas, que consistia em ir buscar nossa irmã e passar o dia com ela, e a tardinha a levar de volta para sua casa.
Devo informar que meu sobrinho também me ``apertava para escolher um dos lados´´ que eu devia tomar partido dele ou da Soni, apesar de eu explicar que não queria ficar contra ninguém ele certo dia me falou que se eu não estava do lado dele então estava contra ele, e então ele não mais ia me considerar sua tia nem ia mais falar comigo, e assim procedeu.
Minha irmã mudou para Jundiaí que fica bem próxima a cidade em que morávamos, ela chegou para mim e falou..
- Rose, você vai pegar a tata no sábado?
- ah, pego...
E assim começou a minha tortura, pois não foi só o primeiro sábado, mas todos os sábados a seguir,
ela mudou para outra cidade e eu fiquei todos os sábados indo buscar a Ane pela manha e levando de volta a tarde, por diversas vezes este meu sobrinho me humilhou com palavras ou de outras formas.
Um dia ele foi tão grosso comigo que liguei pra Soni e falei que nunca mais ia pegar a Ane por causa das grosserias do menino, ela apenas escutava sem comentar nada, ai no próximo sábado eu me sentia na obrigação de ir la pegar a irmã novamente....
E assim aconteceu por muito tempo, eu reclamava para ela e ela nada!!! nem um comentário, o problema era meu eu que me virasse, acho que era exatamente assim que a Soni pensava, então comecei a procurar uma saída, meu filho tinha casado, eu estava morando sozinha, casas na rua em que eu morava sendo invadidas...cheguei a conclusão que o melhor seria vender a casa e comprar apartamento, assim eu resolveria dois problemas e ainda teria um pouco mais de segurança.
Foi assim que acabei vindo para Jundiaí também, vendi minha casa e comprei apartamento num empreendimento novo, tanto que demorou nove meses para eu receber as chaves, e no decorrer desse tempo fiquei morando com a Soni no condomínio dela, fiquei feliz, pois apesar de tudo eu amava a Soni e queria ficar perto dela, e nesse nove meses juntas foi que vim a conhecer melhor esta minha irmã.

(continua no próximo post)

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

A IRMÃ AUTORITÁRIA

Neste post vou falar sobre a minha irmã Soni, quando criança essa irmã me provocava muito e chegamos varias vezes a agressões físicas. Mas com o passar do tempo entrando na adolescência essa fase passou e ficamos muito amigas depois dos infortúnios que a irmã ignóbil nos fez passar.
Teve o episodio do vaso quebrado que já descrevi num post anterior, não esqueci jamais desse acontecimento, e não a perdoo pela mentira que me fez levar a maior surra do meu pai sem eu merecer, não esqueci mas ficou num passado muito distante.
Eu, acredito que eu devia ter por volta de uns seis anos, estava na cozinha descascando uma laranja e ela estava na sala não sei fazendo o que, escutei o som alto de alguma coisa caindo no chão e quebrando e o choro dela, continuei a descascar minha laranja quanto ela veio para a cozinha e falou olhando para mim...
- você é culpada!
Ela saiu para o quintal enquanto eu cortava minha laranja ao meio, peguei minhas duas metades e fui para fora saboreando a fruta que eu gostava tanto.
- porque você quebrou o vaso?
Senti meu pai pegando no meu braço e as primeiras pancadas no meu corpo, as duas metades da
laranja caíram no chão enquanto eu recebia novas pancadas, não tenho ciência do quanto apanhei, mas quando meu pai me largou o choro que brotou do fundo da minha alma não foi por causa das pancadas, mas por ter apanhado inocente, entre soluços falei que não tinha derrubado nada, que eu estava na cozinha descascando laranja, e quem tinha quebrado o vaso era a Sonia que estava na sala e não eu.
- Sonia, você mentiu para mim, foi você que quebrou o vaso da sua mãe?
- de cabeça baixa sem resposta
- eu bati na Tuquinha sem ela merecer??? porque você fez isso???(com a voz embargada)
Ele ficou tão desconcertado que simplesmente baixou a cabeça e foi para o quarto sem falar mais nada enquanto eu soluçava compulsivamente.
Não lembro o que aconteceu depois, o que sei e que a Soni não foi castigada por ter quebrado o vaso ou por eu ter apanhado no seu lugar, e por mais que eu viva nunca esquecerei essa injustiça, esta é uma das maiores magoas que guardo da minha irmã.
Nos meus dezoito anos eu trabalhava numa famosa industria farmacêutica e chegava em casa mais ou menos as 14h e era sempre recebia com alegria por esta irmã, ela trabalhava num pronto socorro municipal meio período, nos tornamos muito próximas com o fim da minha amizade com a Elise, ficávamos unidas tentando nos proteger das maldades da irmã ignóbil.
Por anos estivemos juntas, fui madrinha de batismo do primogênito dela, era raro a semana que não nos víamos, eu a ajudei muito, por diversas vezes ela pegou dinheiro emprestado na minha conta de aposentada (empréstimo consignado) o que eu estranhava muito é que ela não tinha a responsabilidade de efetuar o deposito no dia certo, dia em que seria descontado na minha conta o valor das parcelas (tive que abrir uma conta na CEF para conseguir o empréstimo e algumas vezes tive que dar meus pulos para não deixar em branco o dia do desconto da parcela) 
Outro fato que mostra o valor que eu dava a nossa amizade é que ofereci minha casa para ela morar com a família e sair do aluguel enquanto construía a sua casa, ela morou exatamente seis anos, e no decorrer desses seis anos um dos meus sobrinhos foi para a faculdade, outro se formou, e ela construiu sua casa, depois desses seis anos ela mudou não me entregou as chaves de imediato dizendo que ia fazer uma limpeza e que ainda tinha coisas para pegar.
Só que nesse meio tempo a casa foi invadida, quebraram a porta da sala, uma vizinha conseguiu meu
telefone e me avisou, liguei para a Soni chorando, fomos la durante o dia pois meu cunhado solicitou desligamento da energia, o que vi me deixou arrasada, a casa estava completamente destruída, paredes imundas, quebradas, lixo por toda parte, baratas aglomeradas nos cantos das paredes, só informando, eu sempre fui muito cuidadosa com limpeza, nos nove anos que morei nessa casa com meu filho raramente aparecia alguma barata mas da especie bem pequenina,  e as que vi la depois que ela mudou eram aquelas cascudas sem asa, o quintal estava cheio de entulho, o jardim cheio de mato, e a garagem que entreguei limpinha, estava cheia entulhos, objetos e imunda  (meu cunhado era colecionador compulsivo)
Pedi varias vezes para ele ir la ver o que queria levar ou jogar fora, mas ele não foi, então falei com meu vizinho cuja filha fazia reciclagem, o restante não aproveitado foi juntado e queimado por este meu vizinho
Dentre os objetos largados no quintal levei para a casa onde estava morando, um tambor plastico para servir de lixeira, mas meu cunhado viu um dia em minha residencia, pegou e levou embora, depois que me livrei de todo lixo e entulhos procedi a limpeza, a instalação de uma nova porta na sala e a pintura ( a pintura ela pagou) e por fim minha mãe negociou esta casa para que eu a vendesse para seu filho caçula (conto esta estoria num futuro post)
Passaram-se os anos e continuamos unidas, veio a doença da minha mãe, as internações e por fim o diagnostico fechado, ela faleceu em janeiro de 2010 e nesse ínterim minha irmã mais velha Ane já mostrava sinais de Alzheimer.
Depois de confirmado o diagnostico nos unimos para cuidar dela, mas a Soni se mostrou muito autoritária em relação ao meu sobrinho filho dessa irmã doente, esse menino é filho adotivo da Ane, tem um gênio muito forte e acabou entrando em atrito com a tia, eu preferi ficar de fora com os desentendimentos entre os dois o que considero ter sido um grande erro da minha parte, lembro de certa vez em que saímos da casa da nossa irma depois de uma discussão da Soni com o meu sobrinho, ela dizendo que ia pegar a Ane e levar para a casa dela, e assim começou  toda a encrenca.

(continua no próximo post)

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

A IRMÃ IGNÓBIL E O FIM DA AMIZADE - PARTE 4

Neste post vou relatar mais alguns fatos sobre a irmã ignóbil, suas ações chegaram num ponto que ela passou a se relacionar apenas com a nossa mãe, e mesmo assim com muitos atritos que não vou relatar aqui, tudo que queríamos era nos manter o mais distante dela o possível, pois ela fazia da nossa vida um verdadeiro inferno, ela sempre arrumava um motivo para espezinhar a vida de todo mundo e sempre que queria nos provocar ela vinha com aquela máxima: ALGUÉM, NÃO SEI QUEM, ESSA GENTE.
Confesso que sempre tive curiosidade de saber o porque de tanta maldade principalmente comigo que um dia a considerei minha melhor amiga, seria inveja? acho que não, linda como ela foi na juventude com todos os rapazes desejando te-la como namorada, ela podia escolher a dedo com quem queria ficar ou namorar, mas a verdade é que ela não podia saber que tinha algum rapaz interessado em me namorar ou namorar a Soni que ela caia matando em cima do moço e depois que o infeliz sucumbia a sua beleza levava um bom pontapé na bunda.
Muitas pessoas dirão:
- ah, ela tem inveja de vocês...
Mas inveja do que? eu  sou uma mulher comum assim como minha irmã Soni, sou perfeita, não tenho
defeitos físicos, sou magra e  tenho uma boa constituição física, e apesar dos meus 63 anos ainda tenho seios firmes, mas bonita nunca fui, sou uma pessoa que não chama atenção de ninguém, tímida em excesso, não consigo fazer amizades como ela faz, então o que teria eu para ela invejar e ter tando ódio da minha pessoa? sinceramente gostaria de saber.
No momento nossas relações estão cortadas novamente, nem quero mais vê-la e sou capaz de pagar para isso, tudo por causa da arrogância dela, que assumiu um compromisso assim que completasse 60 anos em relação a nossa irmã mais velha e não assumiu, aprontou uma confusão tão grande entre as irmãs que uma não fala mais com a outra, todo mundo de relações cortadas nesta altura da vida em que a idade de todas passou dos sessenta anos
Mas o que desejo é levar a minha vidinha como posso, fazendo serviço voluntario na igreja, visitando meus amigos, tentando viver o melhor possível, tenho um filho apenas que é casado, se ele for este ano passar o natal com a família da esposa eu vou passar sozinha, mas ate prefiro,  pois passar com a família é muito gasto e nunca sou eu que organiza a ceia de natal. quero ficar tranquila, sem provocações, mas na feira do nosso condomínio da semana passada já tive um entrevero com ela, o que aconteceu foi o seguinte, eu estava voltando para a minha torre levando minhas compras, ela junto com a filha vinha na minha direção, resolvi fazer de conta que não tinha visto, mas ao passar por mim minha sobrinha falou...
- oi
-oi (eu respondi...)
- ela é louca..(ouvi da irmã ignóbil)
eu virei para trás e respondi...
-louca é você!
E fiquei la olhando enquanto ela se afastava sem responder nada, ai uma vizinha indagou para mim...
- o que aconteceu?
- a mulher me chamou de louca porque eu respondi o cumprimento da filha dela...
- nossa!
Eu tinha comprado um pastel para degustar no meu apartamento, mas fiquei tão passada que sequer senti o gosto, se acontecer mais alguma provocação alugo ou vendo meu apartamento e vou para bem longe, talvez ate para outa cidade, só quero viver em paz pelo tempo que me resta.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

A IRMÃ IGNÓBIL E O FIM DA AMIZADE - PARTE 3

Quando acabou o meu relacionamento com o Sergio eu não mais interagia com esta irmã Elise por causa dos inúmeros atos de provocação que ela fazia contra a minha pessoa, e não era só comigo, mas com a Soni e com a Ane também.
Ela tratava as irmãs como ``ALGUÉM, NÃO SEI QUEM, ESSA GENTE´´ quando reclamava para a nossa mãe por algo que ela mesmo inventava, ela não falava com o irmão caçula, em suma, ela só falava com a nossa mãe.
Ela me provocava sistematicamente ate o dia em que eu não suportando mais reagia e o resultado era  briga com agressões mutuas. ex:  minha irmã Ane tinha verdadeira fixação por televisores, era aparecer um modelo novo que em breve estaria em nossa casa, tinha televisão na sala na cozinha e nos quartos.
Eu dormia numa beliche e por ser muito magrinha fiquei com a cama de cima, e em cima de uma comoda uma televisão, mas só dava para assistir com a porta fechada, pois a porta aberta tapava a minha visão, pois bem, eu fechei a porta liguei a TV e fui para a cama, só que de minuto em minuto essa irma entrava no quarto e saia deixando a porta aberta, então eu tinha que descer da beliche e fechar a porta, isso aconteceu varias vezes, eu mal tinha subido para a minha cama e la vinha ela novamente e saia deixando a porta bem aberta, ate que finalmente eu desisti.
Em outra ocasião eu estava assistindo televisão deitada na cama da minha mãe, ela passou no
corredor e me viu, depois voltou e jogou uma peça de roupa no meu rosto, deu briga com nossa mãe separando.
Casei aos vinte e cinco anos e separei,  meu menino tinha uns cinco anos e eu estava fazendo o almoço para a minha mãe que tinha ido na feira (eu morava e pagava aluguel para minha mãe numa casinha nos fundos do quintal) pois ela cuidava de varias crianças e eu ajudava, meu filho entrou na cozinha com uma caixa de sapatos pedindo para eu abrir uma portinha para ele brincar de garagem...
- quem deu essa caixa pra você?
- a vó achou no lixo...
Abri duas portinhas e ele feliz foi para o quintal brincar, dali a pouco chega a cascavel e já vem gritando la de fora...
- puta que o pariu! quem deu ordem para esse moleque pegar a minha caixa?
- estava o lixo a mãe pegou e deu pra ele brincar...
- estava no lixo o caramba!
Nesse momento chega minha mãe e entra na discussão...
- você jogou no lixo Elise, estava la na rua em cima do saco, então eu peguei e dei para o menino brincar...
- não interessa, eu não quero nada meu nas mãos desses ai...
Bom, eu não lembro bem como seguiu a discussão, mas lembro das ofensas e de como começou as agressões,  ela falava eu respondia, ela xingava eu revidava...
- essa gente casa em vez de ir morar longe fica aqui infernizando...
- eu não estou morando de graça eu pago aluguel e é você quem começou a provocar...
- você é uma filha da puta!!!
- sou sim, e a puta que me pariu é a mesma que pariu você também!
Nesse momento ela avançou sobre mim gritando para a a nossa mãe...
- joga essa mulher na rua mãe! joga essa mulher na rua!!!
Ela me empurrou para fora da cozinha, eu cai mas levantei na hora e voei pra cima dela, não sei onde arrumei forças pois naquele tempo alem de pequena era muito magrinha, o que lembro e que sentei os dentes nela, acredito que ate hoje ela ainda tem a marca, pois tempos depois ela reclamou comigo numa outa briga...
- você me mordeu feito uma cachorra...
- te mordi feito cachorra porque você veio para cima de mim feito uma égua...
Depois dessas desavenças ela virava uma seda, passava um bom tempo sem provocar, mas aos poucos ela ia começando novamente ate eu não suportar mais.
O que sempre acontecia era ela dar um presente para a nossa mãe tipo dia das mães, natal, aniversario, pascoa, só que depois tomava para dar para outra pessoa com a promessa de dar outro no lugar mas nunca devolveu, uma certa vez ela deu um ferro a vapor inédito naquele tempo, minha mãe perguntou para ela...
- você vai tomar depois? porque se for eu nem quero...
- não mãe, esse é seu mesmo...
Pois bem, presente dado não pode mais reclamar, um dia pedi o ferro emprestado para experimentar
, se eu gostasse ia comprar um para mim, ela chegou eu estava passando roupas com aquele ferro e foi a maior briga, não podíamos usar nada que fosse ela quem tivesse dado para a mãe.
Outra coisa que ela adorava fazer, ela fez curso no Senai de doces e salgados, então ela fazia aqueles doces gostosos , tortas salgadas e punha na geladeira, mas ninguém podia comer um pedaço sequer, porque ela fazia e levava para a família de um noivo apelidado de Mazinho que acabou dando um pontapé bem grande no meio das duas bandas dela quando ela não tinha mais nada a oferecer para ele e para a família dele, eu soube pela minha mãe que adorava mexer nas coisas das filhas, ela achou vários carnes, uns sete a oito de coisas que ela comprava para a família do noivo, que eu lembro parece que ela tinha comprado também uma moto e ate um carro, mas nunca vimos. 
Essa irmã tinha o costume de pegar roupas e sapatos das irmãs e usar na maior cara de pau, mas vá pegar alguma coisa dela pra ver?
Minha mãe certa vez me deu um lindo macacão branco, usei varias vezes achando que ela tinha ganho de alguma freguesa para a qual lavava roupas, mas um dia que eu estava usando a tal peça e ela viu foi o maior barraco apesar da minha mãe afirmar que ela tinha dado o macacão para que fosse dado a qualquer pessoa, podia ser qualquer pessoa menos eu, ela pegou a peça de volta e nunca mais vi.
Essa irmã é racista, explico: eu gosto de rapazes negros, meu ex-noivo era negro, e meu ex-marido apesar da pele clara é descendente de negros também, meu filho tem traços negros, então depois que eu separei do pai do meu filho, passado alguns anos conheci um rapaz na empresa em que eu trabalhava, e por imposição da minha mãe não o levei para conhecer a família, nos combinávamos encontros em shoppings, íamos a cinemas, restaurantes, parques, acredito que num desses encontros ela tenha nos visto, pois numa provocação em que respondi de imediato ela veio com essa tentando  me deixar constrangida ...
- eu vi você com um puta negão em tal lugar...
- e qual é o problema de eu com um negão? preto não é gente?
- ah não sei...(resposta de quem não sabe o que responder)
- você é racista?
- num sei...
Dei por encerrada a discussão, passou muito tempo, entrei em atrito com minha mãe, construí minha

casa própria e mudei, depois de uns 20 anos ela foi se aproximando de todos os irmãos, foi ganhando confiança, se infiltrando, eu grande idiota passei a confiar, hoje estamos morando no mesmo condomínio mas graças a Deus não na mesma torre, um dia qualquer estávamos juntas nem lembro mais o motivo, ela com a amiguinha dela, puxaram o assunto de eu gostar de negros, respondi alguma coisa na brincadeira, passou um andarilho por nos...

- olha ai um preto pra você...
Fiquei totalmente sem graça e nem respondi, só me veio um pensamento...
- ela esta voltando a velha forma...
Para encerrar este post, o hilario de tudo que esta irmã aprontou roubando namorados e pretendentes das outras irmãs é que hoje em dia ela adora bater um bife!!!

(continua no próximo post)

sábado, 3 de novembro de 2018

A IRMÃ IGNÓBIL E O FIM DA AMIZADE - PARTE 2



Aos dezoito anos conheci um rapaz por intermédio desta irmã que trabalhava na mesma empresa de cosméticos que ela, ele apareceu em casa num final de semana a convite dela , estávamos junto com amigos(as) ouvindo discos, dançando e conversando.

Ele me tirou para dançar e surgiu um clima entre nos, acabamos ficando juntos, beijos, abraços e só, no dia seguinte ele voltou, mas quando fui abraça-lo ele se afastou indicando que não queria compromisso, fiquei na minha, mas nesta mesma ocasião depois de algum tempo ele se aproximou novamente e o namoro deslanchou.
Depois de 3 meses juntos ele me deu aliança e ficamos noivos com festa e tudo, mas a partir dai ele começou a se modificar,  o pior e que ele se juntou com a Elise para me humilhar, eu muito tímida não tinha boca para nada, não respondia, mas depois ficava remoendo o que eu poderia ter respondido no momento.
Não vou contar aqui tudo que ele me fez alem das traições e humilhações, ele insinuava que eu era feia, sem graça, e chegou a falar do meu nariz insinuando que era grande demais, justo ele de origem negra e nariz esparramado!
Mas o pior momento que nunca esquecerei aconteceu numa noite em que estávamos juntos com
vários amigos no terraço da minha casa, ele sentado na mureta do lado direito eu em pé ao lado dele, a Elise e outros amigos estavam do lado oposto, de repente ele começou a falar para os outros como se eu não estive ali...
- quando eu estava vindo para cá passou duas boazudas por mim e eu quase voltei para trás...
- Serginho, você esqueceu que  a sua noivinha esta ai  do seu lado? (Elise rindo)
- oi bem! (rindo)
- ah pense bem (falando para mim) se eu como carne de segunda todos os dias e vejo passar por mim dois filés mignon não é pra ficar com água na boca?
Meu sangue gelou nas veias antes tal afirmação, eu nunca tinha permitido a ele qualquer outra intimidade que não fosse beijos ou abraços apesar da insistência dele, e nunca em minha vida fui tão humilhada na frente dos amigos de forma tão degradante, o pior que fiquei tão desorientada que nem consegui abrir a boca, mas a Elise sim, e sorrindo...
- como você fala uma coisa dessa na frente da sua noivinha? (era assim que ela me chamava)
Foi a partir desse acontecimento que o sentimento que eu nutria por essa pessoa foi se desvanecendo ate eu ter nojo daquela homenzinho ordinário.
Devo contar aqui que esse rapaz não valia nada, era mulherengo, traidor, covarde, apoiava a pai que era da mesma estirpe e que tinha se separado da esposa para ficar com a amante, ele chegou a me levar na casa do pai dele cuja ``esposa´´ tinha acabado de parir, mas a mãe ele condenava por ter um ``amigo´´ e dizia claramente: A MINHA MÃE NÃO!!!
Outro fato que ocorreu e que já relatei em post anteriores foi essa irmã ignóbil atrapalhar meu namoro com conversinha fiada.
Certa vez estávamos namorando no terraço de casa, ela chegou e ficou se lamuriando o tempo todo sobre o namorado com ele, ele meio que aconselhava ela, dava opinião, mas ela começava a contar a mesma estoria novamente, novamente e novamente, eles praticamente esqueceram que eu estava ali ou fingiram, fique aborrecida e falei para ela...
- Elise, você já contou essa estoria mil vezes...
Ela deu uma de ofendida e disparou...
- O Serginho é meu amigo, maia ai Serginho, maia ai que ela ta querendo...(traduzindo: come ela) 
Meu sangue gelou na hora, mas pior foi o que ele falou depois...
- viu o que você fez???
O Sergio me fez sentir como se eu estivesse errada e ela certa.
Numa outra oportunidade eu nem estava esperando por ele quando ele chegou meio que esbaforido e se desculpando...
- encontrei uma amiga que eu não via a muito tempo na praça da arvore e ficamos conversando um tempo, a sua irmã viu e antes que ela venha falar alguma coisa eu estou te contando.
Passado algum tempo essa irmã escrota estava discutindo com a Soni nem lembro mais o motivo, eu nem perto estava e o assunto não era comigo quando ela disparou...
- porque o noivinho de certo alguém estava la na praça da arvore na maior judiação com uma mulher!
Era assim que ela se referia a mim, a Soni e a Ane: ALGUÉM, NÃO SEI QUEM, ESSA GENTE!
- A Rose esta sabendo disso e o assunto aqui não é com ela
Pouco tempo depois desfiz o noivado, ele chegou em casa suado, fedido, sujo, tinha jogado bola a
manha inteira e depois quis me abraçar, empurrei ele e o olhei dos pés a cabeça com nojo, ele percebeu e ficou desconcertado...
- vamos la na casa da minha tia que eu tomo um banho...
- não vou, vá embora e não volte mais...
Antes disso eu já tinha tentado terminar, mas ele se atirou da cozinha para o quintal e ficou fingindo estar com algum tipo de ataque rolando e gemendo pra la e pra cá, mas desta vez ele viu que não tinha jeito e resolveu ir embora, depois mandou alguém vir pedir a aliança que tinha me dado no dia dos namorados...
- eu presenteei ele com uma linda blusa preta bem cara para o meu padrão, ele me deu esta aliança, então estamos quites.
Vendi a aliança no centro de São Paulo e usei o valor para pagar uma divida, valeu! mas este não foi só o final do noivado, ele passou a frequentar a minha casa como convidado da Elise que saia com ele achando que estava fazendo desfeita para mim, meu pai que já não ia com a cara dele acabou expulsando o sujeito de casa depois que ele ainda tentou dar uma de gostosão para cima de mim, eu estava na sala com uma amiga ele chegou e disse que queria falar comigo, não respondi, ele usou aquele refrão quando queria fingir falar serio comigo...
- Roseli!
Tudo bem, eu sai para o terraço e disparei na cara dele...
- eu tenho nojo de você, você me da vontade de vomitar, cria vergonha na cara e suma daqui!
Meu pai estava perto e escutou, chegou para ele e falou...
- a menina não quer mais nada com você, suma daqui, eu não quero mais ver você na minha casa.
Não foi o fim, ele continuou vindo só que até o portão, chamava a Elise e saiam juntos, mas não foi por muito tempo, logo ela deu o famoso pontapé no rabo dele

(continua no próximo post)

explicando:
No meu tempo de juventude o termo ficar era ficar mesmo principalmente nos inúmeros bailes que aconteciam na época, o casal se conhecia ali no baile, ficavam juntos dançando o baile inteiro trocavam beijos e abraços e só, terminada a festa cada qual ia para sua casa e acabou, as vezes se encontravam em outros bailes e ficavam juntos novamente.
Namorar era um pouco mais serio mas sem muito compromisso, o rapaz ia para a casa da namorada, saiam juntos, passeavam e o namorado acompanhava a moça na volta para casa e só.
Noivar já era mais serio, o rapaz frequentava a casa da noiva com permissão dos pais, tinham um pouco mais de intimidade, namoravam na sala junto da família, e na maioria das vezes chegavam ao casamento de fato.
Eu ainda não acostumei com os relacionamentos de hoje em dia, a moça mora com o namorado, dorme com o namorado e vivem juntos anos e anos mas são namorados.
A moça vai para a casa do namorado dorme la passa dias com ele e depois volta para casa.
Não existem mais compromissos, amor, casamentos de verdade??? acho que fiquei perdida no tempo...

domingo, 21 de outubro de 2018

A IRMÃ IGNÓBIL E O FIM DA AMIZADE


Família, nosso bem maior, nosso porto seguro, conhecemos como família nossos pais e irmãos todos vivendo na mesma casa, nossos parentes como avos, tios, primos que visitamos sempre que possível. 
Mas viver em família nem sempre é fácil, lembro dos meus pais brigando na frente dos filhos, a angustia que eu sentia nesses momentos, minhas irmãs, a mais velha sempre trabalhando, minha mãe lavando roupas para ajudar na despesa da casa,  em casa eu e duas irmãs, a Soni dois anos mais velha do que eu e a que sempre me provocava, e a Elise dois anos mais nova que não parava dentro de casa, minha mãe ia buscar ela na rua debaixo de espadada de são jorge, mas era só descuidar e la estava ela na rua novamente.

 
Não lembro desta irmã me provocar no decorrer da infância como a Soni me provocava  acabando na maioria das vezes em agressões mutuas, mas tudo mudou quando entramos na adolescência, ela era uma criança muito bonita, e ao entrar na puberdade se tornou uma linda jovem cobiçada por todos os rapazes.
Por um acontecimento de quando ela tinha treze anos acabamos de nos tornar muito unidas, num final de semana ela como sempre estava na rua, ouvi choro e gritos, fui ver o que estava acontecendo, minha irmã mais velha Ane estava trazendo ela a segurando pela orelha, começou uma discussão e virou pancadaria, não entendi como fui parar no meio das duas impedindo que continuassem a se agredir, como eu não estava bem com a Ane tomei partido da Elise e falei algo bem pesado para a Ane que ate dias de hoje me arrependo.
O resultado dessa briga foi o inicio de uma grande amizade e cumplicidade que nasceu entre eu e essa
irmã mais nova, tirávamos sarro da Ane sempre que ela esta em casa, vivíamos de cochichos e risadinhas uma com a outra, e de tando a Elise insistir acabei mudando do colégio em que fazia o ginasial para o colégio em que ela estudava...
- muda para o Lígia, assim nos ficamos mais juntas...
- ah eu não sei...
Eu trabalhava durante o dia numa empresa farmacêutica e estudava a noite, a Elise não trabalhava mas estudava a noite também, e como eu sofria bulling no colégio, resolvi ir para o Lígia acreditando piamente que ficaríamos juntas.
Primeira noite chegamos no patio ela me apresentou aos seus amigos e me esqueceu! fiquei que nem boba ao lado enquanto ela toda popular falava e ria numa roda de amigos se portando como se eu nem estivesse ali, e assim foi por alguns tempo ate que achei melhor não a procurar mais durante o recreio. 
Quando eu mudei para a escola que ela estudava, o ano letivo já tinha começado ha uns dois meses
  eu não conhecia ninguém, não conseguia fazer amizades, e as equipes dentro da sala de aula já estavam formadas, nenhuma equipe me quis, acabei fazendo par com um outro aluno que também estava sozinho, mas acabamos nem conversando. 
Eu me sentia perdida num oceano, no recreio não podia ficar na sala de aula então eu procurava o lugar mais deserto e escondido atrás da escola e la passava os quinze minutos de intervalo,  a companhia da minha irmã todas as noites era só ate o portão do colégio, depois disso ela me ignorava por completo.


Por ironia do destino um moço que estudava nesta escola e tinha uma grave deformação nas pernas por causa de uma doença infantil chamada poliomielite me chamou  atenção de um modo muito peculiar, sempre que eu o via na entrada do colégio cercado pelos amigos, eu sentia um frio que iniciava nos pés e subia percorrendo minha espinha e acabava numa tremedeira e coração acelerado, eu ainda não conseguia definir esse sentimento que ansiava pelo encontro no portão todas as noites, sem que eu me desse conta comecei a me arrumar para ir a escola com mais esmero, me maquiava, passava batom, queria ficar bonita...
- porque você esta se arrumando tanto pra ir na escola?
- porque sim...
A partir deste momento ela me bombardeou com comentários como quem não quer nada..
- esta vendo aquele manquinho la na frente? é namoradinho da Lígia (uma amiga dela)
Senti mal estar mas não respondi o comentário dela, mas toda noite ao chegar na escola ela voltava a
carga novamente...
- A Lígia não gosta do manquinho, mas ele não larga o pé dela (expressão antiga quando alguém não quer terminar o namoro).
- la vai o manquinho namoradinho da Lígia. (noutra noite) 
Eu sentia o coração apertado e tentava entender o que minha irmã e suposta amiga queria com aquilo tudo, ate que um dia que ela chegou em casa e disparou...
- Rose do céu! você não sabe o que aconteceu, aquele manquinho namoradinho da Lígia estava na rua com os amigos em frente o colégio quando passou um carro em alta velocidade e o atropelou, ele foi levado para o hospital em estado grave falaram que morreu.
Foi um choque pra mim, senti meu coração quase parar dentro do peito e não via a hora de ir para a escola e saber melhor o que tinha acontecido.
Dezenove horas e quinze minutos saímos de casa para o colégio, meu coração aos pulos ansiando por noticias, mas próximo ao portão da escola la estava o rapaz cheio de vida rindo e brincando com os amigos, fiquei super mal pela mentira infame, e ao mesmo tempo perguntando...
- porque???
Não cheguei ate a segunda aula, passei mal na sala e precisei voltar para casa, indagando para ela o porque de uma mentira tão sem sentido ela só respondia..
- não sei! não sei!
Mas eu soube, ela, não sei como descobriu antes de mim que eu estava apaixonada pelo rapaz, e como não era do seu interesse ser vista ao lado de alguém deficiente físico então ela resolveu me atormentar da forma mais vil (explicarei ainda neste capitulo)
Foi depois deste triste episodio que eu descobri minha paixão pelo menino, e com ajuda de uma prima que na época estava morando em casa fui a um baile com ele, mas o namoro não deslanchou.
Agora vou falar dessa irmã Elise, depois deste triste episodio é que vim a conhecer o seu caráter podre, conversei com minha irma Soni sobre esse episodio lamentável com todos os detalhes, então ela confessou para mim o que a Elise tinha aprontado para impedir que um rapaz a pedisse em namoro.
O apelido dele era Bequinho, um menino inteligente, simples e de boa família que estudava com a Soni na mesma escola e horário, ele foi umas duas vezes em casa na intenção de pedi-la em namoro, acontece que a Elise o interceptava no portão se insinuando para ele, ela muito bonita não passou desapercebida e o Bequinho passou a corteja-la, só que depois que ela conseguiu o que queria deu um belo pontapé na bunda dele, então ele foi falar novamente com a Soni que lhe respondeu...
- a minha casa não é mercado de peixe!
Passou dois anos, este fato eu presenciei e não foi a Soni que me contou,  aos dezoito anos fiz amizade com uma garota chamada Alzira, ela era muito bonita de rosto, com olhos verdes cílios
compridos e espessos, acabei fazendo amizade também com o irmão dela Toninho, tão bonito como ela e com os mesmos adjetivos, ele acabou se interessando pela Soni e os dois começaram a namorar.
A Soni tinha um nariz avantajado e curvo (chamado nariz de tucano) e bastava ela estar com o namorado ou amigos para a Elise arrumar algum motivo para falar do nariz dela...
- porque essa sua lapa...
Ela começou a se insinuar para cima do Toninho, lembro de uma vez em que ele chegou em casa e ela se pôs a cantarolar uma musica qualquer tentando disfarçar a ansiedade, pensei comigo...
- ela esta disfarçando pra ir la dar em cima do namorado da Soni...
Dito e feito, ela arrumou um pretexto e foi la se meter no meio do namoro dos dois, não sei o que aconteceu que ela veio voando para dentro de casa e na ânsia de pegar um vidro cheio de mercúrio o derrubou no chão quebrando, ai ela voltou pra fora com um chumaço de algodão embebido no mercúrio.
Bom, o resultado é que ela conseguiu acabar com o namoro dos dois, a Soni encontrou um bilhete dele para a Elise com palavras melosas,  teve ate um episodio em que minha irmã mais velha foi acampar na praia e a Elise junto com três amigas e o Toninho foram também, aconselhei a Soni a ir ...
- Vai também Soni, não de o braço a torcer para a Elize...
Ela foi, mas voltou antes do termino do passeio, pois la na praia foi uma humilhação atras da outra, pois as ``amigas´´ da Elise davam em cima do rapaz descaradamente, teve ate uma xará da Elize que fez algo bem mais...numa conversa que seguiu para conteúdo sexual ela agarrou o membro do rapaz por cima do calção e falou...
- eu corto o seu negocio Toninho!
Tudo isso na frente da Soni e sabendo que ela gostava do moço, minha pobre irmã não aguentou e  voltou pra casa arrasada, resolveu que ia fazer uma plastica no nariz e se internou no hospital da Beneficiencia Portuguesa onde realizou o procedimento, depois foi se recuperar da cirurgia na casa de uma tia nossa com quem ela tinha uma grande amizade.
A Soni era bem gordinha, mas quando ela retornou para casa tinha perdido uns vinte quilos, o nariz que antes era de tucano, agora era arrebitadinho e bonito, assim que a Elise a viu já comentou logo...
- Fez plastica no nariz hem?
Passou tempo, o Toninho depois de levar o pé na bunda quis voltar para a Soni, mas ela apesar de ainda gostar dele recusou e nem quis atende-lo, ai ele começou a pedir para minha mãe falar com ela, sem resultados.
A Soni conheceu outra pessoa no serviço e se interessou por ele, namoraram, a Elise bem que tentou mas este realmente amava minha irmã e se casaram, e até mesmo na véspera do casamento o Toninho desesperado pedia para minha mãe interceder por ele e não deixar a Soni casar, mas ela casou e teve três filhos, infelizmente o marido faleceu aos cinquenta e nove anos deixando muitas saudades.
Voltando ao passado: depois do triste episodio na escola fiquei só mais alguns dias e resolvi deixar os estudos, minha mãe a contra gosto permitiu com a condição de que mais tarde eu voltasse a estudar.
Naquele idos dos anos 1973 fazíamos bailinhos em casa que consistia numa vitrola, discos e alguns refrigerantes, convidávamos amigos e os amigos traziam amigos e assim a festa acontecia.
Num desses bailes conheci um garoto muito bonitinho chamado Walter que estudava no colégio Lígia
onde minha irmã ignóbil ainda estudava, ele era loirinho, cabelos nos ombros, olhos azuis.
Passamos a ficar juntos não só nos bailes da minha casa, mas nos diversos bailes que aconteciam no nosso bairro em finais de semana.
Naquele tempo o termo ficar era só ficar mesmo, ou seja, o casal se encontrava apenas nos bailes, dançavam a noite inteira juntos, trocavam alguns beijos e abraços e no final da festa cada um ia para a sua casa sem mais promissos.
Certa noite num baile que aconteceu na minha residencia eu estava na companhia do Walter num canto da sala abraçado a ele, conversávamos com algum amigos quando a Elise se aproximou de nos e falou gritando alto para todo mundo ouvir uma serie de coisas para o Walter, e no final ela não só humilhou o menino mas indiretamente ou diretamente a mim também.
-  pois fique sabendo que eu tenho coisa mil vezes melhor que você!
Fiquei boquiaberta com a declaração dela, ela tinha um namorado e considerava o namorado mil vezes melhor que meu ficante? então a pessoa com quem eu ficava não valia nada segundo esse ser? eu me senti humilhada e perguntei para o Walter...
- o que foi isso?
- sua irmã é muito fresca.
Ele não quis comentar mais nada, eu sou muito devagar para entender as coisas assim de supetão. Muitos anos se passaram, quando eu já estava na casa dos quarenta, certa manhã indo para a residencia da minha mãe após terminar o plantão noturno no hospital em que trabalhei por mais de vinte anos (eu não morava mais em São Paulo, mas na minha própria casa em outro município) alguém me parou na rua perguntando se eu não me lembrava dele...
Olhei para aquele belo homem ainda jovem e não o reconheci pensando em se tratar de um engano...
-  não estou lembrada do senhor...
- eu sou o Walter que ficava com você nos bailes...
Fiquei olhando para ele sem acreditar...
- você esta mais bonito agora...(foi tudo que consegui falar)
- e você não esta nada mal...(sorrindo)
Conversamos por meia hora mais ou menos relembrando os bons tempos da juventude, então lembrei da noite em que a Elise o agrediu verbalmente...
- Walter, você lembra da noite em que estávamos juntos num baile na casa dos meus pais e uma irmã minha veio falar coisas para você?
- ah, lembro...
- ate hoje penso nisso, não entendi o comportamento dela e você não quis comentar...
- bom, la na escola Lígia ela veio me falar umas coisas a seu respeito e ficou se insinuando para mim...
- como???...
- eu falei que não tinha interesse em ficar com ela e me afastei, acho que por isso ela ficou tão brava...
- nossa! eu nem sei o que dizer...
- não precisa, eu não te contei nada na época porque não queria te magoar, agora esquece isso.
Conversamos mais um pouco e nos despedimos com beijinho no rosto, nunca mais o vi, mas nunca o esquecerei, um menino que na época tinha dezesseis anos e já era um homem digno e honrado não dando trela para alguém que alem de dar ``em cima´´  do ficante da irmã ainda falava mal da mesma com o proposito de acabar com o relacionamento.
O primeiro rapaz que a Elise conseguiu estragar o namoro com a Soni, o Bequinho, namorou comigo por algum tempo, mas eu não gostava dele como namorado e depois de uns seis meses de namoro nos separamos, passado algum tempo ele começou a namorar outra garota mas sempre vinha em casa, ate que um dia ele quis voltar a me namorar, naquele tempo os amigos se reuniam em nossa casa, tocávamos discos e dançávamos sem malicia alguma, ele quis dançar comigo, e durante a dança ele me abraçou e queria me beijar, mas a Elise ficava me chamando brava e acabou discutindo comigo, deu tanto o que falar que chegou nos ouvidos da minha mãe e o Bequinho se viu na obrigação de dar uma explicação a ela para desfazer o mal estar que a Elise tinha causado.
Em finais de semana eu sem namorado saia muito com minhas amigas, ou então ia com a Soni para a casa do namorado dela, ele tinha irmãos mais jovens que sempre recebiam amigos, certa vez o Leo veio falar comigo...
- pois é Rose, um amigo do meu irmão ficou interessado em você e quis vir comigo para te encontrar, como você não estava ele ficou no portão na esperança de você voltar logo, mas a Elise de alguma forma descobriu que ele queria namorar você e ficou la fazendo companhia pra ele...
O resultado é que ela namorou um mês com esse moço que sequer cheguei a ver, depois como sempre fazia deu um pontapé na bunda dele..

(continua no próximo post)


sábado, 13 de outubro de 2018

O QUE VALE É O QUE VOCÊ FEZ

Acontece comigo e creio que com muitas pessoas também, alguém próximo a você faz algo incorreto e critica vc por algo menor, o pior é que no momento que acontece não consigo responder, depois fico remoendo...
- eu devia ter falado isso eu devia ter falado aquilo...
Só que o momento já passou e ficou aquela sensação de angustia por não ter respondido a altura e ainda ter feito papel de boba.
Vou relembrar algumas passagens, trabalhei muito tempo em um hospital no período noturno, e quem trabalha no período noturno no decorrer da madrugada quando todos os pacientes estão dormindo faz alguma atividade para espantar o sono, não é errado ler um livro ou revista desde que o serviço esteja em ordem.
 Mudou a administração do hospital, e a nova administração criou um clima de terror entre os funcionários, não podíamos mais fazer nosso horário de descanso, não podia ler em horário de serviço, não podia fazer trico crochê etc, mas eu tinha uma coleguinha que costumava fazer pé e mão de madrugada, e la estava ela com os pés mergulhado numa bacia de água enquanto fazia as unhas das mãos, eu estava fazendo meu relatório e como os bancos do balcão eram altos para não ficar com as pernas pendurada eu apoiava os pés numa cadeirinha de criança.
Entrou no setor o enfermeiro encarregado recém-empossado (foi um auxiliar de enfermagem que se formou enfermeiro padrão) e pega a Lilian fazendo manicure enquanto os pés estavam mergulhados na bacia de água, ele sequer olhou para mim, mas parou na frente dela olhando-a fixamente fazendo perguntas banais, apos ele se retirar ela virou para mim e falou...
- você com os pés apoiados no banco e nem para se tocar...
Olhei para ela incrédula, como assim? depois de muito tempo toquei no assunto, ela respondeu qualquer coisa sem dar muita atenção...
- Lembra Lilian, quando você foi pega pelo enfermeiro fazendo pés e mãos no postinho de enfermagem e depois você chamou a minha atenção porque eu estava com os pés apoiado numa cadeirinha?
- ah, foi mesmo? nossa!
Teve uma outra mulher Edneuza que entregava as colegas do setor sem cerimonia alguma na frente de todo mundo e da própria pessoa, certa vez ela estava responsável por uma criança que recebia NPP ( nutrição parenteral prolongada) e a pessoa responsável tem que ficar muito atenta pois se essa medicação infiltrar acontece uma necrose de pele e na maioria das vezes é necessário fazer enxerto, mas a Edneuza era uma péssima profissional, quando a campainha da enfermaria dela tocava na maioria das vezes eram as outras profissionais que atendiam.
E foi o que aconteceu, precisei parar meus afazeres para atender uma campainha insistente que tocava sem parar, quando entrei na enfermaria, a mãe preocupada falou...
- o braço do meu filho esta inchando cada vez mais...
Desliguei a NPP na hora e fui procurar a Fulana...
- Edneuza, a NPP da sua criança infiltrou muito, eu fechei...
- ah meu Deus!
Ela correu para a enfermaria e começou a fazer compressas mil, não lembro se algum encarregado chegou a falar sobre o assunto com ela, eu acredito que não pois passado alguns meses ela comentou comigo...
- aquela criança voltou para fazer enxerto...
- que lastima Edneuza...
Não comentei mais nada, passaram-se os anos, eu sempre fazia plantões extra e foi assim que construí duas casas, fazia alguns meses eu trabalhava direto no pronto-socorro (uma noite na pediatria e outra noite no PS) passaram um aviso que não era mais para aplicar Rocefim IM com xilocaína, pois esta acontecendo casos de necrose de pele por causa da xilocaína, só que a injeção é muito dolorida, mas melhor a dor do que uma necrose.
Eu cuidei de uma criança na pediatria que a cada trinta e seis horas recebia uma dose de Rocefim IM sempre no meu plantão, uma noite na minha folga essa Edneuza ficou responsável pela criança e aplicou a medicação com xilocaína, é claro que a criança não chorou, e a mãe comentou com ela...
- quando a outra moça da a injeção ele chora muito , mas com você ele  não chorou...
 No próximo plantou ela veio pra cima de mim...
- Roseli, você não esta aplicando rocefim com xilocaína na criança?
- não Edneuza, que eu saiba esta proibido por estar causando necrose.
- e onde esta escrito isso?
- foi passado no PS
Essa mulher foi falar com a enfermeira encarregada, com a enfermeira supervisora, com o farmacêutico, com a administração etc
Acontece que o farmacêutico disse que pode, as enfermeiras disseram que não, a administração não fiquei sabendo o que foi passado, e ai virou uma grande polemica.
Todo plantão varias vezes no decorrer da noite ela falava no Rocefim, e me infernizou tanto que resolvi procurar a enfermeira encarregada...
- Eu não aguento mais a Edneuza, ela só fala nesse Rocefim, quando eu fazia extra no PS foi passado que não era mais para administrar com xilocaína...
- ah eu estou sabendo, só que ela já foi falar la na administração, com a enfermeira supervisora, e com o farmacêutico também...
- mas o que eu faço agora?...
- fique tranquila Rose, nos sabemos que ela gosta de prejudicar as pessoas, e também sabemos que no PS não é mais permitido administrar Rocefim com xilocaína, mas quanto a pediatria ninguém chegou a um consenso ainda...
Voltei para meu setor, mas a tal continuou me infernizando...
- me mostre onde esta escrito que não pode mais aplicar Rocefim com xilocaína...
- Edneuza, eu já expliquei mil vezes para você que no PS foi passado que não pode mais porque esta acontecendo necrose de pele...
No próximo plantão ela voltou com tudo para cima de mim, desta vez não aguentei mais e respondi...
- Todo plantão agora você vai falar nesse Rocefim, todo plantão?
- não...
- você foi falar com a enfermeira supervisora, com a enfermeira encarregada, com o farmacêutico e foi ate la na administração, o que você esta querendo, que eu seja demitida??? (na frente de todos da pediatria)
- eu não!
Depois dessa ``conversa´´ ela nunca mais tocou no assunto, mas ainda aprontou muito comigo, ate mesmo na véspera da minha aposentadoria, hoje em dia eu penso que deveria ter perguntado para ela o que seria pior, uma injeção dolorida ou um enxerto de pele porque a responsável pelo paciente deixou uma NPP infiltrar.
Tenho uma irmã mais nova, que agora esta na casa dos sessenta, certa vez ela chegou em casa com um rapaz que trabalhava na mesma empresa que ela e nos apresentou como um amigo, ate ai tudo bem, mas o Sergio se interessou pela minha pessoa e passamos a namorar, ela não gostou muito e fazia de tudo para atrapalhar o namoro.
Com três meses que estávamos junto ele me deu aliança e ficamos noivos, esse rapaz não era grande
coisa, e assim que familiarizou com meu jeito tímido e cordato começou com auxilio desta minha irmã a me humilhar de varias formas, falando da minha aparência, das moças bonitas que ele conhecia e tal.
Certa vez estávamos namorando no terraço de casa, ela chegou e ficou se lamuriando o tempo todo sobre o namorado com ele, ele meio que aconselhava ela, dava opinião, mas ela começava a contar a mesma estoria novamente, novamente e novamente, eles praticamente esqueceram que eu estava ali ou fingiram, fique aborrecida e falei para ela...
- Elizete, você já contou essa estoria mil vezes...
Ela deu uma de ofendida e disparou...
- O Serginho é meu amigo, maia ai Serginho, maia ai que ela ta querendo...(traduzindo: come ela) 
Meu sangue gelou na hora, mas pior foi o que ele falou depois...
- viu o que vc fez???
O Sergio me fez sentir como se eu estivesse errada e ela certa.
Eu tinha uma amiga no hospital tão lutadora como eu, ela estava construindo e eu também, vivianos lisa lesa e louca, nos tínhamos um valor especial na conta bancaria chamado LIS, e todo mês entravamos no LIS cujo juros era acima de 10%, mas não tinha jeito, material, pedreiro,  despesa de casa, feira, a escola do filho...
Por duas vezes ela me pediu dinheiro emprestado, eu emprestava apesar de já estar afundando no LIS eu não conseguia dizer não.
Mas teve uma vez que fui com meu compadre e uma irmã visitar nossa afilhada em Cambuí/MG, a Kelly não estava trabalhando e decidiu passar uma semana na minha casa, eu não tinha um puto tostão na época, mas pensei...
- tudo bem, o que faltar eu compro no cartão.
Mas chegando em casa ela inventou junto com meu filho ir no Play center, eu cheguei a falar com meu filho que não tinha dinheiro, mas ele era só um menino na época, então eu tive uma ideia...
- bom, eu já emprestei dinheiro para a Fram duas vezes, acho que ela não vai recusar se eu pedir
A noite fui no setor dela e a encontrei conversando com uma funcionaria, cheguei toda cheia de dedos e falei...
- Fram, eu queria falar com você...
- pode falar...
- ah, mas queria falar em particular...
- pode falar na frente da fulana...
Meio sem jeito procurando as palavras certas pedi
- Minha afilhada de Minas Gerais veio passar uns dias comigo, eu não tenho um tostão para passar
esta semana, você me emprestaria cem reais?
Meu coração apertou com o jeito dela me negar o empréstimo, com a cara mais dura e fechada ela balançou a cabeça negativamente e falou com a voz mais fria o possível...
- eu sei que você já me serviu duas vezes mas eu não tenho dinheiro...
Fiquei olhando para ela por alguns segundos, depois me sentindo humilhada e muito envergonhada baixei a cabeça e segui para as escadas sem nada responder.
Quem me emprestou o dinheiro foi minha mãe, eu não queria pedir para ela mas não teve jeito, depois pensei comigo...
-Dor de barriga não dá só uma vez, a Francisca ainda vai me pedir dinheiro emprestado novamente e eu vou negar.
Passou algum tempo, minha amizade com ela esfriou, mas não o suficiente para ela que veio novamente pedir a minha ajuda, eu estava marcando o meu cartão de ponto quando ela chegou perto.
- Rose, estou no maior apuro, você me emprestaria algum?
- ah eu sinto muito, só tenho o LIS e já esta no fim..
- me empresta do LIS mesmo, vai...
Sabem o que fiz??? EMPRESTEI!!!