Depois dessa ``audiência´´ eu falei para a Soni que nem valia mais a pena levar a Ani para passar o mês com a Elise, pois ela tinha deixado bem claro que não queria ajudar nos cuidados da irmã doente.
Só que eu também estava ficando doente, quando sou magoada, humilhada, não consigo responder, mas aquilo vai me consumindo e eu me encho de ódio por aquela pessoa e penso em mil e uma maneira de vingança, mas não faça nada.
Comecei a ficar depressiva novamente, procurei ajuda medica mas aqui na cidade só pessoas em surto conseguem atendimento psiquiátrico, e a medica clinica geral geral não quis me receitar antidepressivos.
Falei pessoalmente com a Soni que eu estava entrando em depressão e sem condições de continuar
cuidando da Ani, como de costume ela ouviu mas não disse nada, ficou o dito pelo não dito, então busquei ajuda com meu filho e ele se dispôs a falar com s Soni.
Foi marcado outra reunião em minha casa, veio ela com um dos filhos, e desta vez ela ouviu e recusou tudo que meu filho propôs, como mês sim mês não que a tata ficasse numa casa de repouso ate eu poder me tratar e melhorar da depressão...
- não vamos internar a tata...
- mas seria ate minha mãe melhorar, depois ela volta a ficar com a tata, só que no momento ela esta sem condições...
- tudo bem, a gente se vira e ajuda a mãe, mas internar a tata não...
Depois dessa reunião cortaram relações conosco, não soube mais nada a não ser pelo Facebook onde apareciam todos felizes junto com a tata, depois de alguns meses o Igor através de processos ganhou direito as visitas todo ultimo sábado do mês, ele ia busca-la pela manha e entregava por volta das 17h, entrei em entendimento com ele, e ele passou a levar a mãe nos dias de visita para minha casa, almoçávamos juntos e saiamos com ela para passear, depois ele a levava de volta para a Soni.
E assim foi por algum tempo, um dia meu filho encontrou com a Soni e um dos filhos e resolveu ir cumprimentar, ela se mostrou assustada a principio, e meu filho notou que a tata não estava com eles, conversaram algum tempo e foram embora, meu filho comentou este fato comigo, mas achei que a tata tinha ficado com alguém em casa.
Passou mais dois meses, o meu ultimo almoço com minha irmã e sobrinho foi no ultimo sábado de janeiro de 2019, e já deixamos combinado o próximo almoço para ultimo sábado de fevereiro.
Faltavam poucos dias para o final do mês, e eu já estava pensando no almoço que ia fazer para receber minha irmã e meu sobrinho, liguei meu computador e a primeira noticia no Facebook que li foi um post do meu sobrinho mais velho lamentando a morte da tata, eu não acreditei, ela me pareceu bem dentro dos limites da doença dela, ainda estava andando mas não reconhecia ninguém, falava enrolado, ria sem motivo, precisava de ajuda para levantar, ir no banheiro, e andava com apoio.
Mas logo o sobrinho ligou para comunicar o óbito, mas foi mais para me pedir para ir ate o cemitério
e marcar o enterro, pois o irmão caçula não conseguiu porque o tumulo esta em meu nome e só eu poderia marcar o sepultamento.
Fui no cemitério e já estava tudo acertado, só faltava eu assinar, então eu entendi que eles queriam fazer tudo no surdina e não me comunicar.
Vou terminar este relato num próximo post, pois ainda tenho muito para contar antes de encerrar com a irmã autoritária.
(continua no próximo post)



