sábado, 3 de novembro de 2018

A IRMÃ IGNÓBIL E O FIM DA AMIZADE - PARTE 2



Aos dezoito anos conheci um rapaz por intermédio desta irmã que trabalhava na mesma empresa de cosméticos que ela, ele apareceu em casa num final de semana a convite dela , estávamos junto com amigos(as) ouvindo discos, dançando e conversando.

Ele me tirou para dançar e surgiu um clima entre nos, acabamos ficando juntos, beijos, abraços e só, no dia seguinte ele voltou, mas quando fui abraça-lo ele se afastou indicando que não queria compromisso, fiquei na minha, mas nesta mesma ocasião depois de algum tempo ele se aproximou novamente e o namoro deslanchou.
Depois de 3 meses juntos ele me deu aliança e ficamos noivos com festa e tudo, mas a partir dai ele começou a se modificar,  o pior e que ele se juntou com a Elise para me humilhar, eu muito tímida não tinha boca para nada, não respondia, mas depois ficava remoendo o que eu poderia ter respondido no momento.
Não vou contar aqui tudo que ele me fez alem das traições e humilhações, ele insinuava que eu era feia, sem graça, e chegou a falar do meu nariz insinuando que era grande demais, justo ele de origem negra e nariz esparramado!
Mas o pior momento que nunca esquecerei aconteceu numa noite em que estávamos juntos com
vários amigos no terraço da minha casa, ele sentado na mureta do lado direito eu em pé ao lado dele, a Elise e outros amigos estavam do lado oposto, de repente ele começou a falar para os outros como se eu não estive ali...
- quando eu estava vindo para cá passou duas boazudas por mim e eu quase voltei para trás...
- Serginho, você esqueceu que  a sua noivinha esta ai  do seu lado? (Elise rindo)
- oi bem! (rindo)
- ah pense bem (falando para mim) se eu como carne de segunda todos os dias e vejo passar por mim dois filés mignon não é pra ficar com água na boca?
Meu sangue gelou nas veias antes tal afirmação, eu nunca tinha permitido a ele qualquer outra intimidade que não fosse beijos ou abraços apesar da insistência dele, e nunca em minha vida fui tão humilhada na frente dos amigos de forma tão degradante, o pior que fiquei tão desorientada que nem consegui abrir a boca, mas a Elise sim, e sorrindo...
- como você fala uma coisa dessa na frente da sua noivinha? (era assim que ela me chamava)
Foi a partir desse acontecimento que o sentimento que eu nutria por essa pessoa foi se desvanecendo ate eu ter nojo daquela homenzinho ordinário.
Devo contar aqui que esse rapaz não valia nada, era mulherengo, traidor, covarde, apoiava a pai que era da mesma estirpe e que tinha se separado da esposa para ficar com a amante, ele chegou a me levar na casa do pai dele cuja ``esposa´´ tinha acabado de parir, mas a mãe ele condenava por ter um ``amigo´´ e dizia claramente: A MINHA MÃE NÃO!!!
Outro fato que ocorreu e que já relatei em post anteriores foi essa irmã ignóbil atrapalhar meu namoro com conversinha fiada.
Certa vez estávamos namorando no terraço de casa, ela chegou e ficou se lamuriando o tempo todo sobre o namorado com ele, ele meio que aconselhava ela, dava opinião, mas ela começava a contar a mesma estoria novamente, novamente e novamente, eles praticamente esqueceram que eu estava ali ou fingiram, fique aborrecida e falei para ela...
- Elise, você já contou essa estoria mil vezes...
Ela deu uma de ofendida e disparou...
- O Serginho é meu amigo, maia ai Serginho, maia ai que ela ta querendo...(traduzindo: come ela) 
Meu sangue gelou na hora, mas pior foi o que ele falou depois...
- viu o que você fez???
O Sergio me fez sentir como se eu estivesse errada e ela certa.
Numa outra oportunidade eu nem estava esperando por ele quando ele chegou meio que esbaforido e se desculpando...
- encontrei uma amiga que eu não via a muito tempo na praça da arvore e ficamos conversando um tempo, a sua irmã viu e antes que ela venha falar alguma coisa eu estou te contando.
Passado algum tempo essa irmã escrota estava discutindo com a Soni nem lembro mais o motivo, eu nem perto estava e o assunto não era comigo quando ela disparou...
- porque o noivinho de certo alguém estava la na praça da arvore na maior judiação com uma mulher!
Era assim que ela se referia a mim, a Soni e a Ane: ALGUÉM, NÃO SEI QUEM, ESSA GENTE!
- A Rose esta sabendo disso e o assunto aqui não é com ela
Pouco tempo depois desfiz o noivado, ele chegou em casa suado, fedido, sujo, tinha jogado bola a
manha inteira e depois quis me abraçar, empurrei ele e o olhei dos pés a cabeça com nojo, ele percebeu e ficou desconcertado...
- vamos la na casa da minha tia que eu tomo um banho...
- não vou, vá embora e não volte mais...
Antes disso eu já tinha tentado terminar, mas ele se atirou da cozinha para o quintal e ficou fingindo estar com algum tipo de ataque rolando e gemendo pra la e pra cá, mas desta vez ele viu que não tinha jeito e resolveu ir embora, depois mandou alguém vir pedir a aliança que tinha me dado no dia dos namorados...
- eu presenteei ele com uma linda blusa preta bem cara para o meu padrão, ele me deu esta aliança, então estamos quites.
Vendi a aliança no centro de São Paulo e usei o valor para pagar uma divida, valeu! mas este não foi só o final do noivado, ele passou a frequentar a minha casa como convidado da Elise que saia com ele achando que estava fazendo desfeita para mim, meu pai que já não ia com a cara dele acabou expulsando o sujeito de casa depois que ele ainda tentou dar uma de gostosão para cima de mim, eu estava na sala com uma amiga ele chegou e disse que queria falar comigo, não respondi, ele usou aquele refrão quando queria fingir falar serio comigo...
- Roseli!
Tudo bem, eu sai para o terraço e disparei na cara dele...
- eu tenho nojo de você, você me da vontade de vomitar, cria vergonha na cara e suma daqui!
Meu pai estava perto e escutou, chegou para ele e falou...
- a menina não quer mais nada com você, suma daqui, eu não quero mais ver você na minha casa.
Não foi o fim, ele continuou vindo só que até o portão, chamava a Elise e saiam juntos, mas não foi por muito tempo, logo ela deu o famoso pontapé no rabo dele

(continua no próximo post)

explicando:
No meu tempo de juventude o termo ficar era ficar mesmo principalmente nos inúmeros bailes que aconteciam na época, o casal se conhecia ali no baile, ficavam juntos dançando o baile inteiro trocavam beijos e abraços e só, terminada a festa cada qual ia para sua casa e acabou, as vezes se encontravam em outros bailes e ficavam juntos novamente.
Namorar era um pouco mais serio mas sem muito compromisso, o rapaz ia para a casa da namorada, saiam juntos, passeavam e o namorado acompanhava a moça na volta para casa e só.
Noivar já era mais serio, o rapaz frequentava a casa da noiva com permissão dos pais, tinham um pouco mais de intimidade, namoravam na sala junto da família, e na maioria das vezes chegavam ao casamento de fato.
Eu ainda não acostumei com os relacionamentos de hoje em dia, a moça mora com o namorado, dorme com o namorado e vivem juntos anos e anos mas são namorados.
A moça vai para a casa do namorado dorme la passa dias com ele e depois volta para casa.
Não existem mais compromissos, amor, casamentos de verdade??? acho que fiquei perdida no tempo...

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