domingo, 21 de outubro de 2018

A IRMÃ IGNÓBIL E O FIM DA AMIZADE


Família, nosso bem maior, nosso porto seguro, conhecemos como família nossos pais e irmãos todos vivendo na mesma casa, nossos parentes como avos, tios, primos que visitamos sempre que possível. 
Mas viver em família nem sempre é fácil, lembro dos meus pais brigando na frente dos filhos, a angustia que eu sentia nesses momentos, minhas irmãs, a mais velha sempre trabalhando, minha mãe lavando roupas para ajudar na despesa da casa,  em casa eu e duas irmãs, a Soni dois anos mais velha do que eu e a que sempre me provocava, e a Elise dois anos mais nova que não parava dentro de casa, minha mãe ia buscar ela na rua debaixo de espadada de são jorge, mas era só descuidar e la estava ela na rua novamente.

 
Não lembro desta irmã me provocar no decorrer da infância como a Soni me provocava  acabando na maioria das vezes em agressões mutuas, mas tudo mudou quando entramos na adolescência, ela era uma criança muito bonita, e ao entrar na puberdade se tornou uma linda jovem cobiçada por todos os rapazes.
Por um acontecimento de quando ela tinha treze anos acabamos de nos tornar muito unidas, num final de semana ela como sempre estava na rua, ouvi choro e gritos, fui ver o que estava acontecendo, minha irmã mais velha Ane estava trazendo ela a segurando pela orelha, começou uma discussão e virou pancadaria, não entendi como fui parar no meio das duas impedindo que continuassem a se agredir, como eu não estava bem com a Ane tomei partido da Elise e falei algo bem pesado para a Ane que ate dias de hoje me arrependo.
O resultado dessa briga foi o inicio de uma grande amizade e cumplicidade que nasceu entre eu e essa
irmã mais nova, tirávamos sarro da Ane sempre que ela esta em casa, vivíamos de cochichos e risadinhas uma com a outra, e de tando a Elise insistir acabei mudando do colégio em que fazia o ginasial para o colégio em que ela estudava...
- muda para o Lígia, assim nos ficamos mais juntas...
- ah eu não sei...
Eu trabalhava durante o dia numa empresa farmacêutica e estudava a noite, a Elise não trabalhava mas estudava a noite também, e como eu sofria bulling no colégio, resolvi ir para o Lígia acreditando piamente que ficaríamos juntas.
Primeira noite chegamos no patio ela me apresentou aos seus amigos e me esqueceu! fiquei que nem boba ao lado enquanto ela toda popular falava e ria numa roda de amigos se portando como se eu nem estivesse ali, e assim foi por alguns tempo ate que achei melhor não a procurar mais durante o recreio. 
Quando eu mudei para a escola que ela estudava, o ano letivo já tinha começado ha uns dois meses
  eu não conhecia ninguém, não conseguia fazer amizades, e as equipes dentro da sala de aula já estavam formadas, nenhuma equipe me quis, acabei fazendo par com um outro aluno que também estava sozinho, mas acabamos nem conversando. 
Eu me sentia perdida num oceano, no recreio não podia ficar na sala de aula então eu procurava o lugar mais deserto e escondido atrás da escola e la passava os quinze minutos de intervalo,  a companhia da minha irmã todas as noites era só ate o portão do colégio, depois disso ela me ignorava por completo.


Por ironia do destino um moço que estudava nesta escola e tinha uma grave deformação nas pernas por causa de uma doença infantil chamada poliomielite me chamou  atenção de um modo muito peculiar, sempre que eu o via na entrada do colégio cercado pelos amigos, eu sentia um frio que iniciava nos pés e subia percorrendo minha espinha e acabava numa tremedeira e coração acelerado, eu ainda não conseguia definir esse sentimento que ansiava pelo encontro no portão todas as noites, sem que eu me desse conta comecei a me arrumar para ir a escola com mais esmero, me maquiava, passava batom, queria ficar bonita...
- porque você esta se arrumando tanto pra ir na escola?
- porque sim...
A partir deste momento ela me bombardeou com comentários como quem não quer nada..
- esta vendo aquele manquinho la na frente? é namoradinho da Lígia (uma amiga dela)
Senti mal estar mas não respondi o comentário dela, mas toda noite ao chegar na escola ela voltava a
carga novamente...
- A Lígia não gosta do manquinho, mas ele não larga o pé dela (expressão antiga quando alguém não quer terminar o namoro).
- la vai o manquinho namoradinho da Lígia. (noutra noite) 
Eu sentia o coração apertado e tentava entender o que minha irmã e suposta amiga queria com aquilo tudo, ate que um dia que ela chegou em casa e disparou...
- Rose do céu! você não sabe o que aconteceu, aquele manquinho namoradinho da Lígia estava na rua com os amigos em frente o colégio quando passou um carro em alta velocidade e o atropelou, ele foi levado para o hospital em estado grave falaram que morreu.
Foi um choque pra mim, senti meu coração quase parar dentro do peito e não via a hora de ir para a escola e saber melhor o que tinha acontecido.
Dezenove horas e quinze minutos saímos de casa para o colégio, meu coração aos pulos ansiando por noticias, mas próximo ao portão da escola la estava o rapaz cheio de vida rindo e brincando com os amigos, fiquei super mal pela mentira infame, e ao mesmo tempo perguntando...
- porque???
Não cheguei ate a segunda aula, passei mal na sala e precisei voltar para casa, indagando para ela o porque de uma mentira tão sem sentido ela só respondia..
- não sei! não sei!
Mas eu soube, ela, não sei como descobriu antes de mim que eu estava apaixonada pelo rapaz, e como não era do seu interesse ser vista ao lado de alguém deficiente físico então ela resolveu me atormentar da forma mais vil (explicarei ainda neste capitulo)
Foi depois deste triste episodio que eu descobri minha paixão pelo menino, e com ajuda de uma prima que na época estava morando em casa fui a um baile com ele, mas o namoro não deslanchou.
Agora vou falar dessa irmã Elise, depois deste triste episodio é que vim a conhecer o seu caráter podre, conversei com minha irma Soni sobre esse episodio lamentável com todos os detalhes, então ela confessou para mim o que a Elise tinha aprontado para impedir que um rapaz a pedisse em namoro.
O apelido dele era Bequinho, um menino inteligente, simples e de boa família que estudava com a Soni na mesma escola e horário, ele foi umas duas vezes em casa na intenção de pedi-la em namoro, acontece que a Elise o interceptava no portão se insinuando para ele, ela muito bonita não passou desapercebida e o Bequinho passou a corteja-la, só que depois que ela conseguiu o que queria deu um belo pontapé na bunda dele, então ele foi falar novamente com a Soni que lhe respondeu...
- a minha casa não é mercado de peixe!
Passou dois anos, este fato eu presenciei e não foi a Soni que me contou,  aos dezoito anos fiz amizade com uma garota chamada Alzira, ela era muito bonita de rosto, com olhos verdes cílios
compridos e espessos, acabei fazendo amizade também com o irmão dela Toninho, tão bonito como ela e com os mesmos adjetivos, ele acabou se interessando pela Soni e os dois começaram a namorar.
A Soni tinha um nariz avantajado e curvo (chamado nariz de tucano) e bastava ela estar com o namorado ou amigos para a Elise arrumar algum motivo para falar do nariz dela...
- porque essa sua lapa...
Ela começou a se insinuar para cima do Toninho, lembro de uma vez em que ele chegou em casa e ela se pôs a cantarolar uma musica qualquer tentando disfarçar a ansiedade, pensei comigo...
- ela esta disfarçando pra ir la dar em cima do namorado da Soni...
Dito e feito, ela arrumou um pretexto e foi la se meter no meio do namoro dos dois, não sei o que aconteceu que ela veio voando para dentro de casa e na ânsia de pegar um vidro cheio de mercúrio o derrubou no chão quebrando, ai ela voltou pra fora com um chumaço de algodão embebido no mercúrio.
Bom, o resultado é que ela conseguiu acabar com o namoro dos dois, a Soni encontrou um bilhete dele para a Elise com palavras melosas,  teve ate um episodio em que minha irmã mais velha foi acampar na praia e a Elise junto com três amigas e o Toninho foram também, aconselhei a Soni a ir ...
- Vai também Soni, não de o braço a torcer para a Elize...
Ela foi, mas voltou antes do termino do passeio, pois la na praia foi uma humilhação atras da outra, pois as ``amigas´´ da Elise davam em cima do rapaz descaradamente, teve ate uma xará da Elize que fez algo bem mais...numa conversa que seguiu para conteúdo sexual ela agarrou o membro do rapaz por cima do calção e falou...
- eu corto o seu negocio Toninho!
Tudo isso na frente da Soni e sabendo que ela gostava do moço, minha pobre irmã não aguentou e  voltou pra casa arrasada, resolveu que ia fazer uma plastica no nariz e se internou no hospital da Beneficiencia Portuguesa onde realizou o procedimento, depois foi se recuperar da cirurgia na casa de uma tia nossa com quem ela tinha uma grande amizade.
A Soni era bem gordinha, mas quando ela retornou para casa tinha perdido uns vinte quilos, o nariz que antes era de tucano, agora era arrebitadinho e bonito, assim que a Elise a viu já comentou logo...
- Fez plastica no nariz hem?
Passou tempo, o Toninho depois de levar o pé na bunda quis voltar para a Soni, mas ela apesar de ainda gostar dele recusou e nem quis atende-lo, ai ele começou a pedir para minha mãe falar com ela, sem resultados.
A Soni conheceu outra pessoa no serviço e se interessou por ele, namoraram, a Elise bem que tentou mas este realmente amava minha irmã e se casaram, e até mesmo na véspera do casamento o Toninho desesperado pedia para minha mãe interceder por ele e não deixar a Soni casar, mas ela casou e teve três filhos, infelizmente o marido faleceu aos cinquenta e nove anos deixando muitas saudades.
Voltando ao passado: depois do triste episodio na escola fiquei só mais alguns dias e resolvi deixar os estudos, minha mãe a contra gosto permitiu com a condição de que mais tarde eu voltasse a estudar.
Naquele idos dos anos 1973 fazíamos bailinhos em casa que consistia numa vitrola, discos e alguns refrigerantes, convidávamos amigos e os amigos traziam amigos e assim a festa acontecia.
Num desses bailes conheci um garoto muito bonitinho chamado Walter que estudava no colégio Lígia
onde minha irmã ignóbil ainda estudava, ele era loirinho, cabelos nos ombros, olhos azuis.
Passamos a ficar juntos não só nos bailes da minha casa, mas nos diversos bailes que aconteciam no nosso bairro em finais de semana.
Naquele tempo o termo ficar era só ficar mesmo, ou seja, o casal se encontrava apenas nos bailes, dançavam a noite inteira juntos, trocavam alguns beijos e abraços e no final da festa cada um ia para a sua casa sem mais promissos.
Certa noite num baile que aconteceu na minha residencia eu estava na companhia do Walter num canto da sala abraçado a ele, conversávamos com algum amigos quando a Elise se aproximou de nos e falou gritando alto para todo mundo ouvir uma serie de coisas para o Walter, e no final ela não só humilhou o menino mas indiretamente ou diretamente a mim também.
-  pois fique sabendo que eu tenho coisa mil vezes melhor que você!
Fiquei boquiaberta com a declaração dela, ela tinha um namorado e considerava o namorado mil vezes melhor que meu ficante? então a pessoa com quem eu ficava não valia nada segundo esse ser? eu me senti humilhada e perguntei para o Walter...
- o que foi isso?
- sua irmã é muito fresca.
Ele não quis comentar mais nada, eu sou muito devagar para entender as coisas assim de supetão. Muitos anos se passaram, quando eu já estava na casa dos quarenta, certa manhã indo para a residencia da minha mãe após terminar o plantão noturno no hospital em que trabalhei por mais de vinte anos (eu não morava mais em São Paulo, mas na minha própria casa em outro município) alguém me parou na rua perguntando se eu não me lembrava dele...
Olhei para aquele belo homem ainda jovem e não o reconheci pensando em se tratar de um engano...
-  não estou lembrada do senhor...
- eu sou o Walter que ficava com você nos bailes...
Fiquei olhando para ele sem acreditar...
- você esta mais bonito agora...(foi tudo que consegui falar)
- e você não esta nada mal...(sorrindo)
Conversamos por meia hora mais ou menos relembrando os bons tempos da juventude, então lembrei da noite em que a Elise o agrediu verbalmente...
- Walter, você lembra da noite em que estávamos juntos num baile na casa dos meus pais e uma irmã minha veio falar coisas para você?
- ah, lembro...
- ate hoje penso nisso, não entendi o comportamento dela e você não quis comentar...
- bom, la na escola Lígia ela veio me falar umas coisas a seu respeito e ficou se insinuando para mim...
- como???...
- eu falei que não tinha interesse em ficar com ela e me afastei, acho que por isso ela ficou tão brava...
- nossa! eu nem sei o que dizer...
- não precisa, eu não te contei nada na época porque não queria te magoar, agora esquece isso.
Conversamos mais um pouco e nos despedimos com beijinho no rosto, nunca mais o vi, mas nunca o esquecerei, um menino que na época tinha dezesseis anos e já era um homem digno e honrado não dando trela para alguém que alem de dar ``em cima´´  do ficante da irmã ainda falava mal da mesma com o proposito de acabar com o relacionamento.
O primeiro rapaz que a Elise conseguiu estragar o namoro com a Soni, o Bequinho, namorou comigo por algum tempo, mas eu não gostava dele como namorado e depois de uns seis meses de namoro nos separamos, passado algum tempo ele começou a namorar outra garota mas sempre vinha em casa, ate que um dia ele quis voltar a me namorar, naquele tempo os amigos se reuniam em nossa casa, tocávamos discos e dançávamos sem malicia alguma, ele quis dançar comigo, e durante a dança ele me abraçou e queria me beijar, mas a Elise ficava me chamando brava e acabou discutindo comigo, deu tanto o que falar que chegou nos ouvidos da minha mãe e o Bequinho se viu na obrigação de dar uma explicação a ela para desfazer o mal estar que a Elise tinha causado.
Em finais de semana eu sem namorado saia muito com minhas amigas, ou então ia com a Soni para a casa do namorado dela, ele tinha irmãos mais jovens que sempre recebiam amigos, certa vez o Leo veio falar comigo...
- pois é Rose, um amigo do meu irmão ficou interessado em você e quis vir comigo para te encontrar, como você não estava ele ficou no portão na esperança de você voltar logo, mas a Elise de alguma forma descobriu que ele queria namorar você e ficou la fazendo companhia pra ele...
O resultado é que ela namorou um mês com esse moço que sequer cheguei a ver, depois como sempre fazia deu um pontapé na bunda dele..

(continua no próximo post)


sábado, 13 de outubro de 2018

O QUE VALE É O QUE VOCÊ FEZ

Acontece comigo e creio que com muitas pessoas também, alguém próximo a você faz algo incorreto e critica vc por algo menor, o pior é que no momento que acontece não consigo responder, depois fico remoendo...
- eu devia ter falado isso eu devia ter falado aquilo...
Só que o momento já passou e ficou aquela sensação de angustia por não ter respondido a altura e ainda ter feito papel de boba.
Vou relembrar algumas passagens, trabalhei muito tempo em um hospital no período noturno, e quem trabalha no período noturno no decorrer da madrugada quando todos os pacientes estão dormindo faz alguma atividade para espantar o sono, não é errado ler um livro ou revista desde que o serviço esteja em ordem.
 Mudou a administração do hospital, e a nova administração criou um clima de terror entre os funcionários, não podíamos mais fazer nosso horário de descanso, não podia ler em horário de serviço, não podia fazer trico crochê etc, mas eu tinha uma coleguinha que costumava fazer pé e mão de madrugada, e la estava ela com os pés mergulhado numa bacia de água enquanto fazia as unhas das mãos, eu estava fazendo meu relatório e como os bancos do balcão eram altos para não ficar com as pernas pendurada eu apoiava os pés numa cadeirinha de criança.
Entrou no setor o enfermeiro encarregado recém-empossado (foi um auxiliar de enfermagem que se formou enfermeiro padrão) e pega a Lilian fazendo manicure enquanto os pés estavam mergulhados na bacia de água, ele sequer olhou para mim, mas parou na frente dela olhando-a fixamente fazendo perguntas banais, apos ele se retirar ela virou para mim e falou...
- você com os pés apoiados no banco e nem para se tocar...
Olhei para ela incrédula, como assim? depois de muito tempo toquei no assunto, ela respondeu qualquer coisa sem dar muita atenção...
- Lembra Lilian, quando você foi pega pelo enfermeiro fazendo pés e mãos no postinho de enfermagem e depois você chamou a minha atenção porque eu estava com os pés apoiado numa cadeirinha?
- ah, foi mesmo? nossa!
Teve uma outra mulher Edneuza que entregava as colegas do setor sem cerimonia alguma na frente de todo mundo e da própria pessoa, certa vez ela estava responsável por uma criança que recebia NPP ( nutrição parenteral prolongada) e a pessoa responsável tem que ficar muito atenta pois se essa medicação infiltrar acontece uma necrose de pele e na maioria das vezes é necessário fazer enxerto, mas a Edneuza era uma péssima profissional, quando a campainha da enfermaria dela tocava na maioria das vezes eram as outras profissionais que atendiam.
E foi o que aconteceu, precisei parar meus afazeres para atender uma campainha insistente que tocava sem parar, quando entrei na enfermaria, a mãe preocupada falou...
- o braço do meu filho esta inchando cada vez mais...
Desliguei a NPP na hora e fui procurar a Fulana...
- Edneuza, a NPP da sua criança infiltrou muito, eu fechei...
- ah meu Deus!
Ela correu para a enfermaria e começou a fazer compressas mil, não lembro se algum encarregado chegou a falar sobre o assunto com ela, eu acredito que não pois passado alguns meses ela comentou comigo...
- aquela criança voltou para fazer enxerto...
- que lastima Edneuza...
Não comentei mais nada, passaram-se os anos, eu sempre fazia plantões extra e foi assim que construí duas casas, fazia alguns meses eu trabalhava direto no pronto-socorro (uma noite na pediatria e outra noite no PS) passaram um aviso que não era mais para aplicar Rocefim IM com xilocaína, pois esta acontecendo casos de necrose de pele por causa da xilocaína, só que a injeção é muito dolorida, mas melhor a dor do que uma necrose.
Eu cuidei de uma criança na pediatria que a cada trinta e seis horas recebia uma dose de Rocefim IM sempre no meu plantão, uma noite na minha folga essa Edneuza ficou responsável pela criança e aplicou a medicação com xilocaína, é claro que a criança não chorou, e a mãe comentou com ela...
- quando a outra moça da a injeção ele chora muito , mas com você ele  não chorou...
 No próximo plantou ela veio pra cima de mim...
- Roseli, você não esta aplicando rocefim com xilocaína na criança?
- não Edneuza, que eu saiba esta proibido por estar causando necrose.
- e onde esta escrito isso?
- foi passado no PS
Essa mulher foi falar com a enfermeira encarregada, com a enfermeira supervisora, com o farmacêutico, com a administração etc
Acontece que o farmacêutico disse que pode, as enfermeiras disseram que não, a administração não fiquei sabendo o que foi passado, e ai virou uma grande polemica.
Todo plantão varias vezes no decorrer da noite ela falava no Rocefim, e me infernizou tanto que resolvi procurar a enfermeira encarregada...
- Eu não aguento mais a Edneuza, ela só fala nesse Rocefim, quando eu fazia extra no PS foi passado que não era mais para administrar com xilocaína...
- ah eu estou sabendo, só que ela já foi falar la na administração, com a enfermeira supervisora, e com o farmacêutico também...
- mas o que eu faço agora?...
- fique tranquila Rose, nos sabemos que ela gosta de prejudicar as pessoas, e também sabemos que no PS não é mais permitido administrar Rocefim com xilocaína, mas quanto a pediatria ninguém chegou a um consenso ainda...
Voltei para meu setor, mas a tal continuou me infernizando...
- me mostre onde esta escrito que não pode mais aplicar Rocefim com xilocaína...
- Edneuza, eu já expliquei mil vezes para você que no PS foi passado que não pode mais porque esta acontecendo necrose de pele...
No próximo plantão ela voltou com tudo para cima de mim, desta vez não aguentei mais e respondi...
- Todo plantão agora você vai falar nesse Rocefim, todo plantão?
- não...
- você foi falar com a enfermeira supervisora, com a enfermeira encarregada, com o farmacêutico e foi ate la na administração, o que você esta querendo, que eu seja demitida??? (na frente de todos da pediatria)
- eu não!
Depois dessa ``conversa´´ ela nunca mais tocou no assunto, mas ainda aprontou muito comigo, ate mesmo na véspera da minha aposentadoria, hoje em dia eu penso que deveria ter perguntado para ela o que seria pior, uma injeção dolorida ou um enxerto de pele porque a responsável pelo paciente deixou uma NPP infiltrar.
Tenho uma irmã mais nova, que agora esta na casa dos sessenta, certa vez ela chegou em casa com um rapaz que trabalhava na mesma empresa que ela e nos apresentou como um amigo, ate ai tudo bem, mas o Sergio se interessou pela minha pessoa e passamos a namorar, ela não gostou muito e fazia de tudo para atrapalhar o namoro.
Com três meses que estávamos junto ele me deu aliança e ficamos noivos, esse rapaz não era grande
coisa, e assim que familiarizou com meu jeito tímido e cordato começou com auxilio desta minha irmã a me humilhar de varias formas, falando da minha aparência, das moças bonitas que ele conhecia e tal.
Certa vez estávamos namorando no terraço de casa, ela chegou e ficou se lamuriando o tempo todo sobre o namorado com ele, ele meio que aconselhava ela, dava opinião, mas ela começava a contar a mesma estoria novamente, novamente e novamente, eles praticamente esqueceram que eu estava ali ou fingiram, fique aborrecida e falei para ela...
- Elizete, você já contou essa estoria mil vezes...
Ela deu uma de ofendida e disparou...
- O Serginho é meu amigo, maia ai Serginho, maia ai que ela ta querendo...(traduzindo: come ela) 
Meu sangue gelou na hora, mas pior foi o que ele falou depois...
- viu o que vc fez???
O Sergio me fez sentir como se eu estivesse errada e ela certa.
Eu tinha uma amiga no hospital tão lutadora como eu, ela estava construindo e eu também, vivianos lisa lesa e louca, nos tínhamos um valor especial na conta bancaria chamado LIS, e todo mês entravamos no LIS cujo juros era acima de 10%, mas não tinha jeito, material, pedreiro,  despesa de casa, feira, a escola do filho...
Por duas vezes ela me pediu dinheiro emprestado, eu emprestava apesar de já estar afundando no LIS eu não conseguia dizer não.
Mas teve uma vez que fui com meu compadre e uma irmã visitar nossa afilhada em Cambuí/MG, a Kelly não estava trabalhando e decidiu passar uma semana na minha casa, eu não tinha um puto tostão na época, mas pensei...
- tudo bem, o que faltar eu compro no cartão.
Mas chegando em casa ela inventou junto com meu filho ir no Play center, eu cheguei a falar com meu filho que não tinha dinheiro, mas ele era só um menino na época, então eu tive uma ideia...
- bom, eu já emprestei dinheiro para a Fram duas vezes, acho que ela não vai recusar se eu pedir
A noite fui no setor dela e a encontrei conversando com uma funcionaria, cheguei toda cheia de dedos e falei...
- Fram, eu queria falar com você...
- pode falar...
- ah, mas queria falar em particular...
- pode falar na frente da fulana...
Meio sem jeito procurando as palavras certas pedi
- Minha afilhada de Minas Gerais veio passar uns dias comigo, eu não tenho um tostão para passar
esta semana, você me emprestaria cem reais?
Meu coração apertou com o jeito dela me negar o empréstimo, com a cara mais dura e fechada ela balançou a cabeça negativamente e falou com a voz mais fria o possível...
- eu sei que você já me serviu duas vezes mas eu não tenho dinheiro...
Fiquei olhando para ela por alguns segundos, depois me sentindo humilhada e muito envergonhada baixei a cabeça e segui para as escadas sem nada responder.
Quem me emprestou o dinheiro foi minha mãe, eu não queria pedir para ela mas não teve jeito, depois pensei comigo...
-Dor de barriga não dá só uma vez, a Francisca ainda vai me pedir dinheiro emprestado novamente e eu vou negar.
Passou algum tempo, minha amizade com ela esfriou, mas não o suficiente para ela que veio novamente pedir a minha ajuda, eu estava marcando o meu cartão de ponto quando ela chegou perto.
- Rose, estou no maior apuro, você me emprestaria algum?
- ah eu sinto muito, só tenho o LIS e já esta no fim..
- me empresta do LIS mesmo, vai...
Sabem o que fiz??? EMPRESTEI!!!

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

FEMINISTAS E FEMINAZES

O FEMINISMO, desde o início, teve entre seus objetivos a emancipação da mulher, a fim de equipará-la ao homem quanto aos direitos fundamentais, sociais, políticos e econômicos, entre outros, bem como garantir às mulheres liberdade, autonomia e independência em relação aos homens.
Mas o que acontece nos dias de hoje não tem nada haver com o feminismo de antigamente, as ditas feminazis não tem a minima intenção de proteger ou defender pessoas do sexo feminino, mas sim criar o caos, no meu tempo de infância lembro de reportagens em que as feministas queimavam sultiens em praça publica como forma de protesto, mas não era querer se ser iguais aos homens, mas sim terem os mesmo direitos.

O que vejo hoje em dia são mulheres sem a minima vergonha na cara, peladas, cagando e mijando em vias publicas,  fazendo gestos e coisas obscenas degradando a figura feminina, tem ate aquele caso das moças que trabalhavam na formula 1 as  grid girls que perderam seus empregos por causas destas ``feminazes´´ malditas (As Garotas da F-1 foram demitidas por causa do ativismo de feminazes que são contra as lindas moças atuando nas pistas antes da corrida, alegando objetificação)

Então eu pergunto: essas ditas feminazes que aparecem nuas com as mochibas moles de fora em plena via publica tem algum caráter para coibir lindas moças de trabalharem como grid girls na formula 1??? eu tenho é muita vergonha desse tipo de mulher que se dá a um papel tão baixo, tão mesquinho e tão nojento!!!
Vi publicações na internet que me fizeram rir de uma moça que afirmou ser capaz de descarregar um caminhão de saco de cimento com as unhas pintadas e de salto alto, eu juro, pagava para ver.
Quer queira quer não existe diferenças entre o homem e a mulher, o homem tem a força física e é
naturalmente agressivo,  a mulher tem a inteligencia e a sabedoria, não que um seja superior ao outro, tanto homens como mulheres tem os seus valores.
Hoje existe o ``politicamente correto´´ em que as feminazes insistem em dizer que podem andar do jeito que quiserem e homem algum tem direito  sequer de olhar para elas, só que homens são exclusivamente visuais, eles podem ficar fascinados apenas pelo andar de uma mulher, enquanto a mulher é mais sentimental, ela olha mais a beleza, a inteligencia e o sentimento, nunca ouvi falar de um homem que tivesse sido currado por uma mulher, ou de uma mulher que tivesse corrido atrás de um homem e o mesmo tivesse fugido dela, são dois pesos e duas medidas.