segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

A IRMÃ AUTORITÁRIA - PARTE 2

A Soni começou a se desentender com o meu sobrinho por causa da Ane depois dela ser diagnosticada com Alzheimer, ela implicava com tudo achando que o menino não estava agindo corretamente com a mãe, ele chorou para mim diversas vezes, mas eu não queria me desentender com nenhum dos dois e achei melhor ficar neutra (encima do muro) e esse foi o meu grande erro. 
Ela queria que o sobrinho fizesse isso ou aquilo do jeito que ela mandava, mas ele com o gênio forte que tem fazia as coisas como achava melhor, e foi assim que começou o desentendimento que chegou a tal ponto que ele acabou contratando uma cuidadora de idosos e bloqueou o telefone para a família, mas a Soni procurou assistente social e foi acertado que aos sábados teríamos direito as visitas, que consistia em ir buscar nossa irmã e passar o dia com ela, e a tardinha a levar de volta para sua casa.
Devo informar que meu sobrinho também me ``apertava para escolher um dos lados´´ que eu devia tomar partido dele ou da Soni, apesar de eu explicar que não queria ficar contra ninguém ele certo dia me falou que se eu não estava do lado dele então estava contra ele, e então ele não mais ia me considerar sua tia nem ia mais falar comigo, e assim procedeu.
Minha irmã mudou para Jundiaí que fica bem próxima a cidade em que morávamos, ela chegou para mim e falou..
- Rose, você vai pegar a tata no sábado?
- ah, pego...
E assim começou a minha tortura, pois não foi só o primeiro sábado, mas todos os sábados a seguir,
ela mudou para outra cidade e eu fiquei todos os sábados indo buscar a Ane pela manha e levando de volta a tarde, por diversas vezes este meu sobrinho me humilhou com palavras ou de outras formas.
Um dia ele foi tão grosso comigo que liguei pra Soni e falei que nunca mais ia pegar a Ane por causa das grosserias do menino, ela apenas escutava sem comentar nada, ai no próximo sábado eu me sentia na obrigação de ir la pegar a irmã novamente....
E assim aconteceu por muito tempo, eu reclamava para ela e ela nada!!! nem um comentário, o problema era meu eu que me virasse, acho que era exatamente assim que a Soni pensava, então comecei a procurar uma saída, meu filho tinha casado, eu estava morando sozinha, casas na rua em que eu morava sendo invadidas...cheguei a conclusão que o melhor seria vender a casa e comprar apartamento, assim eu resolveria dois problemas e ainda teria um pouco mais de segurança.
Foi assim que acabei vindo para Jundiaí também, vendi minha casa e comprei apartamento num empreendimento novo, tanto que demorou nove meses para eu receber as chaves, e no decorrer desse tempo fiquei morando com a Soni no condomínio dela, fiquei feliz, pois apesar de tudo eu amava a Soni e queria ficar perto dela, e nesse nove meses juntas foi que vim a conhecer melhor esta minha irmã.

(continua no próximo post)

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