quarta-feira, 12 de junho de 2019

A IRMÃ AUTORITÁRIA - PARTE 12

(neste post vou falar mais da irmã ignóbil do que da irmã autoritária, mas é necessário para prosseguimento e entendimento dos fatos)

Apesar dos pesares eu gostei do acordo, pois cada uma de nos ficaria com a irmã doente por um mês a cada dois meses dando mais tempo para descansar, cuidar dos próprios problemas e outras coisas, mas como eu mencionei no post anterior, quando fui levar a Ani para a Elise a recepção foi fria e raivosa, ela sequer me recebeu gritando para a filha atender a campainha porque não queria ``ver essa gente´´
Passei o plantão para a Jan e sai dali o mais rápido possível pensando que aquele acordo não iria longe, e não foi mesmo, eu estava trabalhando, saia de casa as 6:30 da manha e retornava as 18:30 da noite, essa irmã trabalha 12/36 diurno, então dia sim dia não ela vai para o serviço com finais de semana totalmente livre, e a filha é professora e trabalha meio período na parte da manhã numa escola.
No acordo ficou acertado que uma cuidadora de idosos ficaria na casa de quem fosse o responsável pela irmã doente naquele mês, foi sem problemas para mim, a profissional muito simpática logo ganhou a confiança da Ani e a minha, ela chegava sempre as 6:20 da manha, esperava a Ani acordar ministrava a medicação e servia o cafe da manha
para ela, dava todos os cuidados de higiene e conforto e a levava para passear pelo condomínio, ela também lavava a louça para mim, cozinhava e fazia ate alguns servicinhos de limpeza como varrer, por a roupa na maquina etc.
Eu estava bastante feliz com o arranjo, mas da parte da Elise logo vieram reclamações absurdas como:
- a moça quebrou minha cafeteira!
- a moça quebrou vários copos!
- a moça rasgou o meu capacho!
Eu pensava com meus botões...
- só se a cuidadora tiver pés de ferro para conseguir rasgar um capacho...
Para quem não sabe capacho é aquele tapete grosseiro de material resistente e cerdas duras que colocamos na porta de entrada para limpar os sapatos antes de entrar, então é praticamente impossível que uma pessoa consiga rasgar um capacho por apenas limpar os sapatos nele 
A Elise ficou com a tata por apenas duas vezes, um belo dia procurando correspondência na minha caixinha de correios encontrei uma intimação com dia e hora marcado para uma audiência de conciliação, logo fiquei sabendo que todos os irmãos também tinham  recebido inclusive o filho da Ani.
Eu não fui, a Soni não foi, mas meu sobrinho filho da Ani e o Edu foram, o assunto: a Elise alegava não ter condições de ajudar a cuidar da Ani, porque? porque ela trabalhava, a filha trabalhava, e ela não gostava de estranhos em sua residencia.
Na audiência seguinte eu fui, e quando ela argumentou que trabalhava eu a lembrei que eu também estava trabalhando e falei sobre a promessa que ela tinha feito de parar de trabalhar quando completasse 60 anos (ela já tinha completado a vários meses) e ai sim ajudaria nos cuidados
da irmã.
Mas ela veio com essa...
- você já conseguiu tirar a sua escritura?
- não, por isso voltei a trabalhar...
- pois é, eu também não...
Preferi ficar quieta mas depois me arrependi, sou aposentada, mas a minha aposentadoria minguou muito e mal consigo pagar meu condomínio,  tudo que consegui fazer para mudar foi instalar o piso (o apartamento veio sem piso) e alizar o teto que foi entregue com um chapisco grosseiro, mas ela não, fez tudo que queria desde rebaixar o teto com drywall colocando sopts próprios, pintura total, parte elétrica, lustres, eletrodomésticos novos como geladeira, fogão, planejados na cozinha sala e quartos, balcão e box blindex nos banheiros etc, então ela mudou com o apartamento completamente pronto, mas eu não, eu só fui fazer meus armários planejados e apenas na cozinha depois de uns 3 anos que estava morando nesse condomínio, e o box blindex fiz porque peguei metade do decimo terceiro, quanto aos restante está assim, a geladeira é a mesma de 11 anos só puxei tomada 210V para ela, a maquina de lavar fui forçada a trocar porque a energia aqui em Jundiaí é 210V, mas no condomínio é 127V, a maquina de lavar era muito antiga e barulhenta e estava funcionando com um
transformador enorme, parcelei a nova em 12 vezes no cartão, não fiz planejados nos quartos que estão todos com moveis antigos, então ela não tem argumentos para falar que ainda não conseguiu fazer a escritura, eu duvido muito, pois ela recebe a aposentadoria e o salario porque continuou trabalhando, e a filha trabalha e tem um ganho bem razoável, mas o meu maior problema e que na hora alem de não querer provocar uma cena degradante, não consigo responder, e só vou pensar no que poderia ter dito depois, ai eu me xingo, me recrimino e fico remoendo o assunto por dias a fio, e este até dias de hoje esta entalado na minha garganta. 

(continua no próximo post)

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